Um grão de semente contém em si os princípios de uma dupla viagem: da raíz que se fundamenta na terra, do tronco que conquista o céu. Uma mão sobre uma folha de papel vazia procura o encontro nesses espaços em branco...

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quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Gato André dançando com um régua

Em sinal de agradecimento pelas muitas mensagens de saudades do Gato André aqui fica uma amostra do seu espírito livre. Obrigado Carlos por este registo.

Reparem no final como, com a música em crescendo, desaparece de cena. O Joe, a Leonor têm razão... o André era mesmo um espírito indomável, repentino na forma como surpreendia...

domingo, 4 de janeiro de 2009

Um corredor sem cor (requiem por um gato maluco)

Perturba-me esta sua ausência repentina. Afinal foi meu companheiro durante 5 anos e quase 3 meses. Poucas coisas haverá aqui mais velhas do que ele. Era aliás uma marca genuína cá da casa. E original! Era verde pintalgado.

Estranhas coincidências. Hoje mesmo pensei que o tinha de levar ao veterinário, deslocação anual que detestava. Se calhar foi por isso que resolveu partir. Não me admirava nada. Toda a gente conhecia a sua imprevisibilidade.

Fisicamente a casa era o seu espaço. Também o corredor. Quando alguém nos visitava, ia buscá-lo, elegante e hospitaleiro, ao elevador. Em troca apenas exigia umas boas pernas para morder. Maluco?! Não! Apenas com uma vontade própria muito intensa. Também deixa marcas no sofá novo ( já devia saber do anacronismo e pouca pedagogia das tentativas de reeducação).

Mas tenho de aceitar esta sua súbita partida. Sei que o encontrarei sempre em lugares de fantasia. Como no jardim das meninas-pipoca, ali mesmo no Lugar do Poço, onde se transformava em gato-tigre. Ou naquele apartamento de um 2º andar numa rua movimentada de uma ainda mais movimentada cidade onde um menino André se delicia com as suas tropelias. Já devia saber. Frutos de feitiços mal sucedidos de bruxas são ...caixinhas de surpresas.

André, vais-me fazer falta para aqueles momentos de manhã em que voltávamos a ser miúdos. Sem ti o corredor perde a cor.